Quem faz

Conheça a pessoa que dedica trabalho, conhecimento e coração a este projeto.

Ádila Lopes

Ádila Lopes

Idealizadora e curadora

Em minha jornada, trilhei — e sigo trilhando — muitos caminhos.

Nasci em Pedreiras, no Maranhão, e vivi uma infância “nômade” pelas paisagens da minha terra natal, até fincar raízes no Planalto Central, no Distrito Federal — hoje, meu lar amado. Guardo um carinho especial por suas características singulares: a estação seca, as chuvas revigorantes, a terra vermelha, a rica diversidade e um céu deslumbrante que, por si só, é um espetáculo cotidiano.

Sou formada em Produção Publicitária, especialista em ESG – Gestão Responsável, e pós-graduanda em Comunicação Estratégica e Gestão de Crises. Iniciei minha trajetória no universo digital em 2005, um tempo carinhosamente lembrado por nós, pioneiros, como a era de “quando isso aqui ainda era mato”. Aquele período, marcado por exuberância, experimentação e oportunidades quase virgens, foi um campo fértil para aprendizado, inovação e crescimento profissional.

Meus primeiros passos me levaram à criação de uma empresa de desenvolvimento web, que rapidamente evoluiu para atuar também com publicidade digital e gestão de redes sociais. Posteriormente, minha carreira se direcionou para a gestão de equipes, atuando como Gerente de Redes Sociais, com experiência no planejamento e na produção de conteúdo para diversos setores empresariais, além do desenvolvimento de sites e soluções digitais integradas.

Coloquei meus pés no ativismo social, e o curso natural dessa jornada me conduziu ao cenário político, onde atuei em campanhas eleitorais municipais, distritais e nacionais. Além disso, dediquei seis anos à comunicação partidária e prestei assessoria em diferentes esferas de governo, no Executivo Distrital e Federal, assim como no Legislativo Distrital.

Paralelamente, segui desenvolvendo projetos de planejamento de comunicação para o contexto político-eleitoral, além de treinamentos, mobilizações sociais, iniciativas de organizações não governamentais e a gestão de projetos digitais em múltiplos setores.

Essa confluência de experiências me proporcionou uma visão ampla, estratégica e aprofundada da comunicação digital em contextos políticos, institucionais, não governamentais e empresariais.

É a partir desse lugar multifacetado que busco colaborar, compartilhar aprendizados e facilitar a jornada de outras pessoas pelo ecossistema digital.

E, como sou inteira, minha jornada espiritual nunca esteve dissociada do restante da minha vida — inclusive das relações que escolhi construir, hoje também vividas no meu casamento. Ela se construiu em muitos rascunhos, marcada por altos e baixos, inquietações, perguntas difíceis e, por vezes, por confusão interna diante de práticas, discursos e estruturas que encontramos em alguns espaços de fé, mas que nem sempre dialogam com o Evangelho que forma, liberta e humaniza.

Nasci em um lar evangélico e no Evangelho fui formada. Ali está a minha base, minha cosmovisão e o eixo a partir do qual leio o mundo, a vida e as relações.

Desde a adolescência, estive profundamente envolvida na vida da igreja, aprendendo, na prática, a ser gente e a cuidar de gente.

Participei de diferentes atividades e ministérios, nos quais fui sendo formada em serviço, liderança, escuta, responsabilidade e compromisso comunitário.

Na vida adulta, liderei grupos de jovens, desenvolvi projetos com mulheres, servi como diaconisa e presbítera, ensinei e coordenei a escola eclesiástica e, posteriormente, fui ordenada pastora, exercendo o ministério pastoral até 2013. Foram anos de intenso envolvimento, entrega e amadurecimento — espiritual, humano e ético.

A partir desse período, meu caminho de serviço assumiu outras formas. Passei a apoiar organizações, coletivos e iniciativas comprometidas com a promoção de debates, articulações e ações que pensam o Evangelho para além dos muros do templo, em diálogo com temas como justiça social, dignidade humana, cuidado com a criação, política, cultura e comunicação. Atualmente, sou membro da Igreja Cristã de Brasília (ICB), comunidade com a qual sigo caminhando na fé e no compromisso com uma espiritualidade encarnada na vida real.

Enfim, é desse mexido de jornadas — profissionais, espirituais, políticas e humanas —, de aprendizados, ideias, emoções, transformações e ações, que me faço gente. E é movida pela convicção de que a fé precisa dialogar com o mundo como ele é, com suas dores, tensões e esperanças, que nasce o Fé e Outros Diálogos.

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